20 de fev de 2019

A RAINHA DO CASTELO DE AR - Stieg Larsson

Série: Millennium – Livro 3
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2009
Páginas: 688
ISBN: 9788535915204


stieg larsson


SinopseMikael Blomkvist está furioso. Furioso com o serviço secreto russo, que, para proteger um assassino, internou Lisbeth Salander - na época com apenas doze anos - num hospital psiquiátrico e depois deu um jeito de declará-la incapaz. Furioso com a polícia que agora quer indiciar Lisbeth por uma série de crimes que ela não cometeu. Furioso com a imprensa, que se compraz em pintar a moça como uma psicopata e lésbica satânica. Furioso com a promotoria pública, que pretende pedir que ela seja internada de novo, desta vez - ao que parece - para sempre. Enquanto Lisbeth recupera-se, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, Mikael procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. Com a ajuda de Mikael, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está o pai dela, um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.



O terceiro livro da série inicia no ponto em que o segundo terminou: Lisbeth e o pai, Zalachenko, chegam ao hospital em estado grave. Após encontrar Lisbeth gravemente ferida, Mikael chama socorro médico. Mikael também avisa à polícia que deixou Niedermann, o gigante loiro, amarrado em um barranco na estrada. Orientou que a polícia fosse preparada com um batalhão para prendê-lo. Mas o delegado responsável não achou necessário. Mandou dois policiais para prenderem Niedermann. O resultado foi um policial morto, o outro gravemente ferido e a Niedermann fugindo com a viatura da polícia. Imaginem como Mikael ficou P. da vida com o delegado!

Só depois que Niedermann matou um policial, a polícia começa a acreditar em Mikael, que explicou que Lisbeth é inocente e que os verdadeiros assassinos são Zala e Niedermann. Mas há muitos interesses em jogo. Pessoas poderosas não querem que a verdade venha à tona. Por isso, Lisbeth corre perigo.

Após passar por uma cirurgia complicada, Lisbeth começa a recobrar a consciência. Zala está internado no mesmo corredor que ela. Os dois pensam em matar um ao outro, se não estivessem tão debilitados, provavelmente tentariam.

Nossa heroína não tem muita ação nesse livro. Passa a maior parte do tempo internada no hospital recuperando-se dos tiros que levou no livro anterior. Podemos dizer que quem protagoniza esse livro é Mikael. É ele quem corre atrás de respostas de quem está por trás do acobertamento dos crimes cometidos por Zalalencko. Tudo para ajudar Lisbeth a provar sua inocência.

Mikael faz muita coisa! Me surpreendeu! Em meio a tudo isso, ainda tem tempo e cabeça para iniciar um romance.

Mais para o final do livro, fiquei muito surpresa com a atuação da irmã de Mikael na defesa e Lisbeth. Lisbeth também surpreende, principalmente após o julgamento. Bem no final do livro, o leitor fica sem fôlego com o rumo dos acontecimentos.

Uma trama muito bem elaborada, cheia de reviravoltas, que conclui a série com perfeição sem deixar pontas soltas. Não sei o que esperar do quarto livro, pois era para ser uma trilogia e, para mim, o desfecho foi excelente. Para mim, a saga termina aqui. O quarto livro inicia outra saga. O quarto livro é de outro autor, certamente será diferente. Vou ler, porque não resisto. mas não acho necessária uma continuação. O desfecho foi perfeito.


13 de fev de 2019

PETER PAN TEM QUE MORRER - John Verdon

Série: Dave Gurney – Livro 04
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 400
ISBN: 9788580414387

john verdon

Sinopse: No mais tortuoso romance policial escrito por John Verdon, o especialista em mistérios David Gurney dedica sua mente brilhante à análise de um assassinato terrível que não pode ter sido cometido da forma como os investigadores responsáveis pelo caso afirmam que foi. Detetive aposentado do Departamento de Polícia de Nova York, ele precisa cumprir uma espinhosa tarefa: determinar a culpa ou a inocência de uma mulher condenada pela morte do próprio marido. Ao descascar as diversas camadas do caso, Dave logo se vê travando uma perigosa guerra de inteligência contra um investigador corrupto, um cordial e desconcertante chefe da máfia, uma jovem linda e sedutora e um assassino bizarro que tem a altura e os traços de uma criança – aparência que lhe rendeu o apelido de Peter Pan. A uma velocidade assombrosa, reviravoltas assustadoras começam a ocorrer e Dave é sugado com força cada vez maior para dentro de um dos casos mais sombrios de sua carreira.


Um crime chocante, um assassino infalível: o caso perfeito para o detetive David Gurney

O que chamou minha atenção nesse livro, foi o prólogo. Aparentemente, não tem relação com os primeiros capítulos, mas tem o objetivo de chocar e atiçar a curiosidade do leitor. Adoro quando os autores fazem isso: começam com um prólogo bem chocante para nos deixar perplexos e com a pulga atrás da orelha!

Mais uma vez, o investigador aposentado David Gurney é atraído por um novo mistério. Apesar dos protestos da esposa, Gurney fica interessado em desvendar o caso e mergulha na investigação. Como sempre, acaba colocando sua vida em risco, virando alvo do assassino.

O mistério começa com o assassinato do multimilionário Spalter no cemitério, durante o enterro da sua mãe. A polícia acusou a esposa de ser a mandante do crime, por que seria a herdeira de uma fortuna.

Para Dave, o crime não pode ter acontecido da forma que a polícia diz que aconteceu. Há muitas lacunas e fatos não explicados. Após descobrir quem foi o atirador, o detetive passa a investigar quem foi o mandante. O empresário era odiado por muitas pessoas, portanto, a lista de suspeitos é grande. Será que foi a esposa? Poderia ter sido o irmão ou a filha? Será que foi o mafioso com quem Spalter estava envolvido?

O atirador é conhecido como Peter Pan, um matador de aluguel, considerado o melhor, pois é chamado somente para casos extremamente difíceis. Após investigar o passado do assassino, David descobre coisas assombrosas. Para desvendar a identidade do mandante, o detetive precisa encontrar Peter Pan.

Peter Pan continua matando pessoas ligadas ao caso. David precisa descobrir o porquê. Quanto mais se aproxima da verdade, mais sua vida corre risco, pois acaba se transformando no próximo alvo do assassino.

No final, há muita ação e confusão. Mais uma vez, David, que é tão bom em desvendar mistérios, demora a perceber o que está acontecendo a sua volta. A polícia também é muito lenta. Se tivessem sido mais rápidos e espertos, poderiam ter evitado uma tragédia. Foram muitas mortes desnecessárias.

Esse é o quarto livro da série, mas é o segundo que leio. Mesmo estando fora de ordem, ainda pretendo ler os outros. Apesar de continuar achando o detetive um pouco lento, gostei mais desse livro do que do outro (Feche bem os Olhos - resenha aqui). Esse conseguiu me prender mais. Talvez por causa do assassino, que era diferente e tinha uma história bem perturbadora


6 de fev de 2019

VIRGEM - James Patterson

Editora: Record
Ano: 1980
Páginas: 272


james patterson


Sinopse: O surgimento, nos tempos atuais, de duas virgens, uma das quais conceberá uma criança santa. Qual delas será a mãe do salvador e qual a do Demônio?

Vi esse livro na biblioteca e resolvi ler porque fiquei curiosa para ver como Patterson desenvolveu um tema tão diferente dos seus outros livros, que geralmente são policiais.

Duas jovens, em diferentes locais do mundo, estão com uma gravidez virgem, como a Virgem Maria. A profecia diz que uma delas espera o Salvador e, a outra, o Demônio. Tudo é muito nebuloso. Como as duas ficaram grávidas? O que elas estão escondendo?

O Vaticano enviou o Padre Rosetti para descobrir qual das duas jovens será a mãe do Salvador e qual será a mãe do Demônio. O Padre Rosetti conta com a ajuda da freira Anne e do Padre Justin. Apenas o Padre Rosetti sabe o segredo da profecia.

De alguma forma, a imprensa fica sabendo da gravidez virgem de uma das meninas e, logo, a notícia corre o mundo. A outra menina grávida é mantida em segredo.

Enquanto ajudam o Padre Rosetti, Anne e Justin lutam contra um sentimento muito forte que tem um pelo outro. Os dois se amam, mas sabem que seria um choque para a Igreja se assumissem seu amor.

Tudo leva a crer que o fim do mundo está próximo. Várias tragédias estão acontecendo no mundo todo. Será este um sinal da chegada da besta?

O final é bem confuso e bastante perturbador. Só nas últimas páginas o leitor entende o que aconteceu. E, ainda assim, ficam algumas dúvidas. Indico a leitura para quem procura um livro diferente de Patterson. Mas é um livro difícil de encontrar, pois não foram lançadas novas edições (a edição que li é bem antiga).

O livro é bom, mas não é tudo isso que a propaganda da capa anuncia. A frase na capa do livro engana um pouco o leitor, pois dá a entender que é um terror. Tem terror e mete medo, mas não tanto assim.

30 de jan de 2019

A MENINA QUE BRINCAVA COM FOGO - Stieg Larsson

Série: Millennium – Livro 2
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2009
Páginas: 611
ISBN: 9788535914221

stieg larsson

Sinopse: Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes - um Colt 45 Magnum - não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis - e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.

Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade.


Não li o primeiro livro da série, mas fiquei muito interessada após assistir ao filme. Optei por iniciar minha leitura no segundo livro. Foi preciso criar coragem para ler o calhamaço de mais de 600 páginas!

A narrativa começa com a hacker Lisbeth Salander voltando para a Suécia, depois de passar um ano fora. Ela viajou para esquecer Mikael, o editor da revista Millennium, por quem apaixonou-se. Conhecemos um pouco sobre suas aventuras em outros países. Lisbeth está rica por causa do dinheiro que desviou no livro anterior, com seus truques de informática. Nossa heroína aproveita para trocar de endereço, comprando um apartamento enorme. Também compra um carro, móveis, roupas e equipamentos de informática mais modernos. Tudo na maior descrição, mantendo sua identidade escondida.

Lisbeth decide fazer uma visitinha ao seu tutor legal, Bjurman (aquele em quem ela fez uma tatuagem superdiscreta, depois que ele a violentou). Ela o está chantageando com o vídeo do estupro. Lisbeth reforça suas ameaças para garantir que ele continue andando na linha. Talvez esse tenha sido o maior erro de Lisbeth. Após a visita da garota, Bjurman decide mandar matá-la e recuperar o vídeo incriminador.

A partir daí, os problemas de Lisbeth começam. Um casal, que estava investigando o tráfico de mulheres, é assassinado. A arma do crime possui as digitais de Lisbeth. Um pouco depois, Bjurman também é encontrado morto, pela mesma arma. Lisbeth passa a ser a principal suspeita dos três homicídios.

Além de esconder-se da polícia e provar sua inocência, Lisbeth também precisa fugir dos bandidos, que estão querendo matá-la. Como se não bastasse tudo isso, nossa heroína precisa agir rápido, pois, sem querer, está colocando a vida das pessoas que ama em perigo. Mikael é o único que acredita na garota e faz de tudo para encontrar Lisbeth e ajudá-la a provar sua inocência. Ele sabe que ela enfrentará qualquer risco para fazer justiça.

Lisbeth Salander era a mulher que odiava os homens que não gostavam de mulheres” (pág. 560).

Apesar de ser muito marrenta, gostei de Lisbeth. Ela tem bons motivos para ser do jeito que é e agir da forma que age. O livro explica as circunstâncias que a deixaram assim. Ela é justa e leal com seus amigos e odeia os homens que maltratam as mulheres.

Durante a leitura, surgem várias questões: Se Lisbeth é inocente, qual a relação com os assassinatos? Qual a relação com o tráfico de mulheres? Se Bjurman está morto, quem está querendo matar Lisbeth?

No início, a leitura demorou um pouco para “engrenar”, são muitos personagens e muitos nomes complicados. Mas, assim que começou a fluir, não consegui mais largar o livro! A história prende, envolve de um jeito que você fica ansioso para saber o que vai acontecer em seguida.

Em um final alucinante e tenso, todas as perguntas são respondidas. O autor deixa um ótimo gancho para a continuação. Fiquei aflita para ler o próximo livro! Também quero assistir ao filme.

23 de jan de 2019

5º CAVALEIRO - James Patterson e Maxine Paetro

Série: Clube das Mulheres contra o Crime – Livro 5
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
Páginas: 213
ISBN: 9788580410341


james patterson

Sinopse: Quando a tenente Lindsay Boxer fica sabendo que 20 pacientes prestes a receber alta morreram de forma suspeita no conceituado Hospital Municipal de São Francisco, ela desconfia de que há algo errado. Será mera coincidência? Ou alguém anda tirando a vida de inocentes? Inconformados, os familiares das vítimas resolvem processar o hospital por negligência médica. Enquanto a cidade se prepara para um dos mais aguardados julgamentos de sua história, Lindsay e suas amigas do Clube das Mulheres contra o Crime têm um motivo pessoal para investigar o caso. A nova integrante do grupo, Yuki Castellano, teme que sua mãe, internada na UTI do centro médico, não saia de lá com vida. Numa corrida contra o tempo, Lindsay e Yuki percebem que não são bem-vindas pela diretoria do hospital, que pode estar tentando salvar sua própria reputação.


Um assassino brinca de Deus. Não há tempo a perder.

Mais uma vez, a tenente Lindsay e suas as amigas do Clube das Mulheres contra o Crime estão envolvidas em investigações de assassinatos.

Dois casos assombrosos, de aparentes serial killers, estão se desenrolando ao mesmo tempo. No primeiro caso, mulheres estão sendo assassinadas e deixadas em carros de luxo, vestidas com roupas de grife. No segundo caso, pessoas estão morrendo de forma misteriosa no Hospital Municipal. O que, a princípio, pareceram erros médicos, podem não ser.

Será que os dois casos estão ligados? Ou será que são serial killers diferentes, que nem se conhecem?

Inicialmente, a tenente Lindsay é chamada para investigar as mortes das garotas nos carros. A advogada Yuki, depois de perder sua mãe no Hospital Municipal, passa a investigá-lo. Logo, Lindsay também começa a investigar as mortes no hospital. As suspeitas pairam sobre um médico arrogante, que, aparentemente, não está preocupado com seus pacientes. Será que o médico está matando seus pacientes?

O hospital está sendo processado pelos familiares de vinte pacientes que morreram de forma misteriosa. Quem está à frente do processo é a advogada Maureen O'Mara, famosa por ganhar causas difíceis.

A tenente Lindsay precisa correr contra o tempo para solucionar os dois casos e prender o assassino (ou os assassinos), para evitar a morte de mais pessoas inocentes. No final, acontece uma reviravolta bem interessante.

O livro é bom, mas não deixou-me muito empolgada. Tem suspense, ação, drama, mas, tenho a impressão de que faltou alguma coisa, não sei dizer o que exatamente. Mas recomendo a leitura para quem gosta da série Clube das Mulheres contra o Crime. Provavelmente, vou ler os próximos...


16 de jan de 2019

LONEY - Andrew Michael Hurley

Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 304
ISBN: 9788580579376


Sinopse: Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar. À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera pouco tempo antes. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem. O grupo se instala na Moorings, uma casa fria e antiga, repleta de segredos. O clima é hostil, os moradores do lugar, ameaçadores, e uma aura de mistério cerca os desconhecidos ocupantes de Coldbarrow, uma faixa de terra pouco acessível, diariamente alagada na alta da maré. A vida dos irmãos acaba se entrelaçando à dos excêntricos vizinhos com intensidade e complexidade tão imperativas quanto a fé que os levou ao Loney, e o que acontece a partir daí se torna um fardo que Smith carrega pelo resto da vida, a verdade que ele vai sustentar a qualquer preço. Com personagens ricos e idiossincráticos, um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante, Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público. Uma história de suspense e horror gótico, ricamente inspirada na criação católica do autor, no folclore e na agressiva paisagem do noroeste inglês. 

Já tinha lido algumas resenhas negativas sobre o livro, mas, mesmo assim, resolvi dar uma chance a ele. Confesso que a ilustração da capa chamou minha atenção (a edição que li é de capa dura, muito agradável de manusear).

O livro foi anunciado como um thriller psicológico. Até tem uma boa dose de suspense, pois algumas passagens são bem sombrias e sinistras. Mas eu classificaria mais como um drama com muita tensão.

Narrado em primeira pessoa por Smith que, depois de adulto, nos conta tudo sobre sua infância. Fala sobre sua mãe neurótica e seu irmão mais velho, que tem uma deficiência mental e é mudo. Todos os anos, a família viajava com o padre e um grupo de religiosos para Loney, em uma espécie de santuário, em busca da cura do irmão. Cabia a Smith cuidar e proteger o irmão problemático.

Na última viagem do grupo ao local, em uma chuva torrencial, todos presenciam acontecimentos estranhos. Alguns até resolvem voltar antes do dia previsto, por medo. Os moradores do local são assustadores e fazem coisas assustadoras. Smith e seu irmão saem para explorar a região e acabam descobrindo coisas assombrosas.

O livro parece ser uma crítica às pessoas fanáticas por sua religião. Faz o leitor questionar-se sobre várias coisas. Tem uma pegada sobrenatural, mas, parece mais com uma ironia sobre a religião.

No final, o leitor fica meio boiando sobre o que exatamente aconteceu. O autor deixa que o leitor imagine o resto. Isso é bem sinistro... pois somos capazes de imaginar cada coisa...

De um modo geral, não gostei da leitura. Achei bem cansativa e, muitas vezes, monótona. O autor foca muito no tema religião e sobre a obsessão de algumas pessoas com a fé. Só indico para quem gosta desse tipo de livro.

9 de jan de 2019

REFÚGIO - Harlan Coben

Série: Mickey Bolitar – Livro 1
Editora: Arqueiro
Ano: 2012
Páginas: 224
ISBN: 9788580410723

harlan coben


Sinopse: Apresentado ao público pela primeira vez no suspense Alta tensão, Mickey Bolitar se vê obrigado a ir morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI, após testemunhar a morte do pai e internar a própria mãe numa clínica de reabilitação. Agora o rapaz precisa se esforçar para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e ainda se adaptar ao novo colégio. Para sua sorte, ele logo arruma uma namorada, a doce Ashley, que também é nova na escola. Quando sua vida parece estar entrando nos eixos, o destino lhe reserva uma surpresa: Ashley desaparece misteriosamente. Determinado a não perder mais uma pessoa importante em sua vida, Mickey contará com a ajuda de seus novos amigos, os excêntricos Ema e Colherada, para seguir o rastro da namorada. Para piorar, uma idosa reclusa da vizinhança lhe conta que seu pai ainda está vivo, sem dar maiores explicações. Quando esses dois mistérios se cruzam, Mickey descobre que está envolvido numa rede de intrigas que o levará a questionar a vida que acreditava ter. Perspicaz e esperto como o tio Myron, Mickey está disposto a fazer tudo o que for preciso para salvar as pessoas que ama.


Refúgio é narrado em primeira pessoa por Mickey Bolitar, sobrinho de Myron Bolitar, personagem de vários livros de Coben. Este é o primeiro livro da série Mickey Bolitar.

Após a morte do pai em um acidente de carro, Mickey vai morar com seu tio Myron. Mickey é um adolescente de 14 anos que se mete em encrencas de adultos. A aventura começa quando sua namorada, Ashley, desaparece misteriosamente. Novo na escola, o garoto fica amigo de Ema e Colherada, duas figurinhas esquisitas, mas gente boa. Os novos amigos ajudam Mickey na busca de pistas sobre o paradeiro de Ashley.

Como se não bastasse o sumiço da namorada, uma estranha senhora, conhecida como Dona Morcega, diz a Mickey que seu pai está vivo. Mais um mistério para investigar. Será que Dona Morcega sabe alguma coisa sobre Ashley? O que ela sabe sobre o pai de Mickey? Os fatos estão relacionados de alguma forma?

As revelações finais são bem chocantes, o leitor não consegue descobrir qual a relação entre os acontecimentos até o momento da revelação. Os principais mistérios da trama são resolvidos, mas, no final do livro, surgem outras perguntas, que são um gancho para o próximo livro.

Gostei do livro. O mistério e a ação são bons, mas, por ter protagonistas adolescentes, ainda não decidi se vou ler os próximos livros da série. Gosto mais quando os protagonistas são adultos. Acho que essa série é mais indicada para adolescentes. Indico a leitura!