22 de jun de 2016

CIDADES DE PAPEL - Filme

Direção: Jake Schreier
Duração: 109 minutos
Ano: 2015
Classificação: 12 anos
Gênero: romance, aventura, drama


Sinopse: A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.


Quentin sempre foi apaixonado por Margo, mas ela era a garota mais popular da escola e ele nunca teve chance. Um dia, ela entra no quarto dele no meio da noite e o convida para saírem por aí. No dia seguinte ela desaparece.

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Quando percebe que Margo deixou pistas de seu paradeiro, Quentin começa a investigar. Quando o garoto decide ir atrás de Margo, seus dois amigos de infância, Ben e Radar, resolvem ir junto. Lacey, amiga de Margot, e Angela, a namorada de Radar, também vão.


A principal ênfase do filme não é o amor de Quentin por Margo, mas sim a amizade entre eles e o rito de passagem para a vida adulta. A viagem é a forma que o grupo de amigos encontrou para aproveitar os últimos momentos juntos antes de se formarem e seguirem caminhos diferentes na faculdade.



Os amigos de Quentin são hilários, principalmente o Ben. Ele fica muito engraçado quando está bêbado.

 
De um modo geral, gostei do filme. Não é tão bom quanto A Culpa é das Estrelas, mas passa uma mensagem bem legal. Adorei a trilha sonora!

15 de jun de 2016

DEUSA DA LENDA - P. C. Cast

Série: Goddess – Livro 07
Editora: Novo Século
Ano: 2013
Páginas: 392
ISBN: 9788542800968

 

Sinopse: A fotojornalista Isabel, cansada da vida que levava até então, decide voltar à sua terra natal, Oklahoma. No caminho para casa, porém, sofre um acidente, e seu carro é arremessado de uma ponte. Nas escuras e frias águas de um lago, ela luta pela sobrevivência, no limite entre a vida e a morte. Mas Isabel não contava com a ajuda dos deuses: a Deusa das Águas vem a seu socorro. A poderosa deusa se dispõe a salvá-la, mas pede algo em troca. Agora, Isabel deverá viajar pelo tempo, rumo ao lendário reino de Camelot, onde terá a tarefa de seduzir ninguém mais, ninguém menos que Lancelot Du Lac, desviando sua atenção da rainha Guinevere. Simples. Afinal de contas, um cavaleiro charmoso e bonitão é o sonho de qualquer garota, em qualquer século. Infelizmente, nem tudo sai conforme o planejado, e Isabel acaba se apaixonando pelos olhos profundos do sábio Rei Artur! E agora? Será que Isabel deve entregar-se a seu amor verdadeiro, ainda que, com isso, quebre a promessa feita à Deusa das Águas e ainda corra o risco de mudar o destino de sua nação (e do mundo) para sempre?

Para começar, posso dizer que o livro me surpreendeu, porque, quando vi a capa, pensei que se tratasse de mais um livro hot. Mas não é nada disso. Tem uma pitada de sensualidade sim, mas é um livro divertido e muito romântico.

Isabel caiu com o carro em um lago e está morrendo afogada. De repente, ela acorda ao lado de uma deusa em um mundo completamente diferente! A deusa é Viviane, A Deusa das Águas. Viviane salvou Isabel para trazê-la para a sua era: a época do Rei Arthur. Viviane quer salvar Merlin, que está definhando por causa da tristeza de Arthur. Arthur está triste por conta da traição de Guinevere e Lancelot. Para salvar Merlin, Viviane quer que Isabel seduza Lancelot para que assim, Arthur volte a ser feliz com Guinevere. Mas as coisas não saem bem como o planejado, porque Isabel se apaixona por Arthur.

Isabel chega em Camelot como se fosse uma Condessa de um reino Chamado Dumont. A deusa lhe dá um colar mágico que faz com que todos que o vejam acreditem na sua história. Isabel vira uma espécie de heroína do reino, pois parece que ela tem solução para tudo.

Achei a proposta da autora bem criativa. Imagine você estar em plena Camelot! É engraçado ver Isabel perdida em outra época, com outras roupas, outros costumes. Os diálogos são bem divertidos e engraçados, principalmente entre Isabel e Arthur. Mas, em alguns momentos ficam repetitivos, tornando a leitura cansativa. Um exemplo disso é quando Isabel insiste que as empregadas a chamem apenas pelo primeiro nome, e não de Condessa. Isso se repete várias vezes durante o livro, fica chato.

O casal protagonista é legal, mas como em todos os romances, acontecem aqueles mal entendidos e briguinhas sem motivo. Isso me irrita um pouco. Os personagens que me cativaram mais são Mary e James, que são empregados do castelo.

O final me decepcionou um pouco, não sei bem por que, acho que eu esperava mais. Pareceu-me tudo muito fácil de ser resolvido. Claro, não podemos esquecer que estamos falando de um romance, então, até que o final faz sentido. O livro daria um filme, estilo comédia romântica, daqueles em que os protagonistas viajam no tempo. Lembrei-me daquele filme da Whoopi Goldberg, Uma cavaleira em Camelot.

8 de jun de 2016

ENDGAME - O CHAMADO - James Frey e Nils Johnson-Shelton

Trilogia: Endgame – Livro 01
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Páginas: 504
ISBN: 9788580571868

 
Sinopse: Terra. Agora. Hoje. Amanhã. O Endgame é real e vai começar. O futuro ainda não está escrito. O que tiver que ser será. Doze jogadores. Jovens, mas pertencentes a linhagens ancestrais. Das quais descende toda a humanidade. Linhagens escolhidas milênios atrás. E que vêm se preparando desde então. Eles não têm poderes sobrenaturais. Não podem voar, não transformam chumbo em ouro nem curam a si mesmos. Quando a morte chega, eles morrem. Eles e todos nós. São os herdeiros da Terra, e cabe a eles resolver o Grande Mistério da Salvação. Um deles precisará conseguir fazer isso, ou todos estaremos perdidos. 

Só um pode ganhar. O Endgame é real e vai começar.

Imagina você ser preparado a vida toda para um dia lutar por toda a sua nação. Estes doze jovens carregam o segredo de seus ancestrais: são os escolhidos para o Endgame, que pode acontecer a qualquer momento, ou nunca acontecer. Tudo muda com a queda de doze meteoros em diferentes partes do planeta. Eles sabem que é o sinal. O Endgame começou.

O livro lembrou-me muito a trilogia Jogos Vorazes: um bando de jovens se matando e somente um será o vencedor. O diferencial é que a luta é não somente pela própria sobrevivência, mas também de todo o seu povo. Cada jovem representa uma etnia, uma região da Terra. É o fim do mundo. Quem morrer causará a morte de toda a sua linhagem. Quem decidiu isso é alguma força superior (deuses ou alienígenas), não fica claro quem está no comando.

É muito louco pensar que os deuses ou os alienígenas tratam os humanos como formigas e resolvem fazê-los lutar até a morte em um jogo. Que deuses são esses? Com certeza não são bonzinhos...

O caráter dos jogadores é bastante variado. Alguns são psicopatas, que esperavam ansiosos pelo Endgame e estão cheios de vontade de sair matando todo mundo. Já outros, não querem matar, apenas matam quando é inevitável, para se defender.

No início, eu torcia para que eles tentassem resolver os enigmas juntos e não se matassem. Mas é claro que isso não aconteceu. Acontecem algumas alianças, mas são provisórias. Também surgem alguns casais. Isso mesmo: romance em pelo fim do mundo!

Cada jogador está atrás de uma pista e não sabe exatamente o que está procurando e ainda precisa cuidar para não ser morto pelos adversários. Alguns, ao invés de se preocupar em solucionar os enigmas, preocupam-se mais em matar os concorrentes. Estes seguem a lógica de que, se só restar um, este será o vencedor.

Uma coisa que me irritou um pouco no livro é a preocupação excessiva com números desnecessários. Acho que o texto fica um pouco poluído com tantos números e vírgulas. Ex.: a altura do cara é 23,33548745 jardas. Pô! Pra que isso?

Acredito que grande parte dos números e símbolos são pistas deixadas pelos autores para que o leitor decifre o enigma (isso está escrito no início do livro). Então, se você gostar de decifrar enigmas, provavelmente, vai gostar do livro. O livro está repleto de ilustrações e pistas, esses detalhes tornam o visual muito bonito.

Pelo que entendi, este é o primeiro livro de uma trilogia. Cada livro narra a procura de uma das três chaves. A Chave da Terra, a Chave do Céu e a Chave do Sol. No final do primeiro livro, a Chave da Terra é encontrada.

1 de jun de 2016

O NEVOEIRO - Filme


Direção: Frank Darabont
Duração: 120 minutos
Ano: 2007
Classificação: 14 anos
Gênero: Terror




Sinopse: Após uma violenta tempestade devastar a cidade, David Drayton (Thomas Jane) e Billy (Nathan Gamble), seu filho de 8 anos, correm rumo ao supermercado, temendo que os suprimentos se esgotem. Porém um estranho nevoeiro toma conta da cidade, o que faz com que David, Billy e outras pessoas fiquem presas no supermercado. Logo David descobre que há algo de sobrenatural envolvido e que, caso deixem o local, isto pode ser fatal.

O filme começa com uma tempestade. No outro dia, após a devastação, David e o filho de oito anos vão para o supermercado atrás de suprimentos. Quando chegam ao local, percebem que um nevoeiro muito sinistro está dominando toda a cidade. Logo descobrem que o nevoeiro esconde alguma coisa mortal, pois aqueles que se arriscam a entrar no nevoeiro morrem. David e o filho se refugiam no supermercado junto com um grupo de pessoas.


Todos estão em pânico, pois não sabem o que há lá fora. Apenas sabem que é mortal. A situação não seria tão ruim se as pessoas não começassem a se voltar umas contra as outras. O filme quer mostrar que o próprio se humano pode ser o pior inimigo do outro. Pior que qualquer criatura assustadora. Como diz um dos personagens "um bando de pessoas com medo; vão começar a matar uns aos outros!".



O final me deixou de queixo caído. O telespectador pode ficar meio frustrado com o destino dos personagens, mas, em se tratando de um filme de terror, não espere um “felizes para sempre”. Achei o final surpreendente, completamente inesperado. Este final me fez pensar que não devemos desistir nunca. Por pior que pareça a situação, não devemos deixar de acreditar e de ter fé.


O filme é baseado no livro de Stephen King, por isso estava curiosa para assistir. Não li o livro, portanto, não posso comparar com o filme. A única obra do King que li até agora foi "Carrie, a estranha”, que adorei. Ainda vou criar coragem para ler outros livros do King...